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Centro Holístico de Desenvolvimento Pessoal
As Lições do Curso
O curso é composto por 12 lições elaboradas de forma didáctica, ordenada e de fácil compreensão; as lições estão enumeradas por temas, e automaticamente disponíveis para estudo, recomendamos no entanto que as vá estudando gradualmente por ordem crescente, á média de uma lição por semana, para melhor interiorizar o seu conteúdo.
Somos
muito mais do que apenas podemos ver e tocar fisicamente.
A anatomia do ser humano vai muito além da parte física, fato que não era
ignorado pelas Antigas e Sábias Filosofias, as quais constituíam uma Ciência ou
Terapia de Medicina natural.
Para a perfeita compreensão dos temas tratados no curso, iremos falar um pouco
sobre os corpos ou veículos que formam o conjunto do ser humano.
O gráfico abaixo nos mostra:

Nota : Não anexamos no gráfico a Tríade ou ternário superior ref. aos Planos “Superiores” da Alma, porque propositadamente ela está dentro do “quaternário”, do gráfico.
A Tríade superior ref. aos Planos da Alma:
Mente superior: Plano da Intuição
Budhi ou Cristico: Plano do Amor – Luz Sabedoria
Atman: Plano da vontade divina, Alma Divina ou Espiritual
- Corpo físico:
é nosso corpo de carne e osso que é o veículo com o qual nos expressamos, o
corpo está sujeito ao tempo, isto é deteriora-se com a idade, e portanto chega o
dia em que cessam suas funções biológicas.
- Corpo Vital & Etérico : É o
molde do corpo físico. Na
Filosofia Hindu ( na língua sânscrito) é denominado linga sharira. É
esse corpo que dá vitalidade e calor ao corpo físico, o qual é representado
através da fotografia Kirliam. Quando o corpo vital começa a se deteriorar,
isso reflecte-se no corpo físico.
Existem inclusive alguns estudos sobre avaliar a condição física de uma pessoa
através da análise da foto Kirliam, já que as cores e o brilho da aura estão
directamente relacionados com a saúde do corpo físico, mas também está
relacionado com os outros planos que lhe estão acima directamente ligados, como
o mundo das emoções, dos sentimentos, e o mundo dos pensamentos. Assim o registo
do nosso campo etérico pode mudar repentinamente conforme a qualidade dos nossos
pensamentos ( nossas imagens mentais) e emoções.
Outro fato interessante em relação ao corpo vital são os casos de pessoas que
por algum motivo perderam um membro do corpo, um braço por exemplo, e mesmo após
muitos anos terem se passado continuam a sentir dores no membro que fisicamente
já não existe, mas ainda existe no corpo vital.
- Corpo astral ou Emocional:
Na Filosofia Hinduísmo (em sânscrito : Kama),
é o veículo com o qual nos
expressamos no mundo astral, ou mundo dos sonhos, mas é ainda o plano dos
desejos, das emoções, e portanto o plano das grandes “ilusões Astrais”.
- Corpo mental:
Na Filosofia Hinduísmo (em
sânscrito: Manas).
Este plano divide-se ainda em dois planos : a Mente inferior ( Kama-Manas) e a
Superior ( Budhi -Maanas)
- A Mente Inferior : O corpo mental rege a nossa faculdade racional (o intelecto). Contém a estrutura das nossas ideias, dos pensamentos e processos mentais, corresponde ao Hemisfério esquerdo, objectivo e analítico do cérebro. Permite desenvolver a nossa aptidão para o raciocínio, mas se esta for muito acentuada, dificultará o acesso a toda a dimensão intuitiva do nosso ser.
- A Mente Superior : Os filósofos Gregos chamavam-lhe plano da razão pura, mente sintética ( que une e relaciona), subjectiva, abstracta e intuitivo do cérebro, corresponde ao Hemisfério direito.
- Corpo Búdico
Ou Cristico :
Plano do Amor - Luz Sabedoria, de que falaram
todos os Mestres, corresponde á Alma Humana, uma oitava acima.
Atman
– a Essência, consciência ou Alma Divina
É o que
temos de mais nobre, é o que realmente somos, ( e que nunca deixamos de ser),
mas infelizmente está demasiada adormecida e aprisionada em nossos muitos
defeitos psicológicos (que também podemos chamar de eus, personalidade, ou Ego*)
e dificilmente se consegue expressar.
A essência é imortal, é o nosso Perene Eu, ou Eu Divino.
Em uma criança recém-nascida a Essência consegue se expressar livremente, o que
torna essas crianças belas, inocentes e adoráveis.
Infelizmente, com o passar dos anos, a manifestação da Essência no ser humano
vai sendo cada vez mais substituída pelo ego, e aquela beleza espontânea vai se
perdendo.
Ego
é o conjunto de todos os nossos defeitos psicológicos, ( filhos da
personalidade) também chamados de eus ou ego. Apesar de ser de natureza
inumana também é o que somos.
Como a Essência aprisionada dificilmente se expressa, quem actua em nós quase na
totalidade do tempo é o ego.
Conforme o gráfico anterior temos:
- 3% de Essência livre (porém
talvez completamente adormecida)
- 97% de Essência aprisionada nos diferentes eus
Os eus são como, muitas
pessoas vivendo dentro de nós, cada qual com suas próprias vontades, opiniões,
desejos, pensamentos, etc.
Cada uma dessas “pessoas” luta constantemente pela supremacia, para estar no
comando, assim temos que pensamos para uma direcção, sentimos para outra,
desejamos para outra, agimos para outra, e assim nos sentimos desorientados, sem
saber porquê, muitas vezes cada um desses Eus almeja uma direcção diferente, e
sentimo-nos divididos, em conflito dentro de nós próprios.
É como
se fossemos um navio tripulado por muitas pessoas, as quais estão
constantemente lutando entre si para ser o comandante.
Isto explica porque em algumas ocasiões mudamos de opinião sobre algo várias
vezes, mesmo em um intervalo curto de tempo.
Não há nada de divino ou superior no ego* , que é a causa de nossos sofrimentos
e limitações.
Felizmente o ego pode ser transformado por nós mesmos, de forma voluntária e
consciente.
Aprenderemos isso ao longo destas lições.
Nota * Ego : ( palavra em latim), que significa EU. Em muitas traduções do Oriente, denomina-se Ego Inferior e Ego Divino, em analogia com o Eu inferior e Eu Superior. Gostaríamos apenas de frisar essa particularidade para não vos confundir. No Ocidente normalmente quando se fala de Ego, referimo-nos á Personalidade, ou seja, ao nosso eu inferior. Devem estar atentos portanto ás diferentes analogias dos autores da Grande Tradição.
Nesta lição aprenderemos sobre
um precioso sentido que todos possuímos, mas que infelizmente, pelo seu
total desconhecimento e consequente desuso, está atrofiado. Conforme vamos
voltando a usar este sentido, este vai-se novamente desenvolvendo á medida
que abrimos gradualmente uma janela em nós mesmos, a qual permaneceu
fechada por muito tempo e agora permite que um pouco de ilumine nosso
mundo interior, dessa forma vamos conseguindo enxergar pouco a pouco, tudo o
que ali existe.
Conforme mais exercitamos este sentido, mais a janela se abre e
consequentemente mais luz entra, e assim vamos enxergando cada vez mais e
mais, coisas que até então estavam ocultas em nós.
Esse sentido é chamado de auto-observação, e compreender este tema é
básico e fundamental, não é possível conhecermo-nos mais profundamente sem
utilizar o sentido da auto-observação.
Mas afinal, o que vamos observar em nós ?
Iremos estar atentos ao que se passa no nosso interior, o que se passa com nossos múltiplos eus inferiores, e internos, devemos aprender a direccionar a nossa atenção para as nossas acções, reacções, pensamentos, sentimentos e palavras. Devemos começar por treinar essa auto-observação começando a fazê-lo regularmente, iremos pouco a pouco estendendo essa observação a todos os momentos da nossa vida.
Podemos auto-observar os nossos
“centros” ou níveis energéticos, que se relacionam uns com os outros, e não
se reflectem apenas num por si só, os Centros energéticos ou Chakras
tornaram-se assim um termo bastante vulgarizado, devemos referir que o seu
centro não representa o epicentro de si próprio, no entanto esse
holograma é uma forma de descrição, para o melhor entendermos :
- Centro Mental : pensamentos mórbidos e negativos, para consigo e
para com as outras pessoas, como a ira, a luxúria, a inveja, a cobiça, a
desonestidade, a traição, o roubo, a maledicência, etc.
Devemos também observar como os pensamentos mudam rapidamente.
Pensamos a maior parte do tempo nas coisas que fizemos ou que vamos fazer,
no que vimos na televisão, o que deveríamos ter falado ou vamos dizer a
alguém, enfim emitimos uma sucessão de pensamentos sem controle e
normalmente ligados ao passado ou ao futuro, e pouco concentradas no
aqui-e-agora.
Toda essa confusão de pensamentos e imagens mentais, quando não são
construtivos podem desgastar muito uma pessoa.
- Centro Motor ou laringeo: basicamente neste “centro” o que podemos
observar são movimentos feitos mecanicamente, de forma automática, sem ter
atenção sobre eles. Um exemplo clássico de movimento mecânico é quando
dirigimos um carro e ao mesmo tempo estamos pensando em várias outras coisas
e, no entanto, continuamos a trocar as marchas, acelerar, frear, etc., tudo
feito de forma automática.
Agora podemos nos perguntar:
Por que uma pessoa atravessa a rua sem perceber que um carro está vindo em
sua direcção e é atropelada?
Essas coisas só acontecem porque as pessoas não estão conscientes de seus
movimentos, precisamos nos esforçar por fazer os movimentos com mais
atenção. Ao avaliar-mos a forma mecânica como agimos, reagimos, e pensamos
sem pensar, podemos bem avaliar a forma como falamos sem falar, ou seja, sem
nada de útil dizer-mos, é portanto necessário que estejamos atentos á forma
mecânica como falamos, é necessário que estejamos atentos ás palavras que
nos saem pela boca.
- Centro emocional: emoções negativas de todo o tipo como o ódio
(ainda que subtilmente disfarçado), a inveja, o medo (não importa do que
seja), a angústia, a ansiedade, a impaciência, o apego a coisas e pessoas,
preocupações, sentimentos exagerados, etc.
Um mesmo defeito psicológico pode actuar, por exemplo, primeiro no “centro”
emocional, depois no “centro” mental e em seguida no “centro” laríngeo, por
exemplo, quando alguém diz ou faz algo que não gostamos, sabe-se Deus como
ficamos (centro emocional) e logo pensamos em reagir ou ficamos pensando em
muitas coisas que deveríamos ter falado, feito, etc. (centro mental).
Podemos ficar mais identificados ainda com a situação e fazer gestos ou
mesmo brigar, observe neste exemplo que todo o “Sistema ” humano foi
controlado pelo ego como se fosse uma marionete, passando a controlar o
centro intelectual, o emocional e o laríngeo, ou seja, as palavras que
podemos dizer ou que dizemos como consequência.
- Centro Instintivo, ou Raiz: neste centro o que observamos é o
exagero ou abuso de certos instintos naturais.
Vejamos por exemplo o instinto materno, que faz com que naturalmente uma mãe
zele pela sobrevivência de seu filho.
O abuso deste instinto seria expresso na forma de uma superproteção por
parte da mãe, fazendo com que ela cuide e se preocupe exageradamente com seu
filho, mesmo quando este já possui idade suficiente para cuidar de si mesmo.
Também muito comum é o abuso do instinto de sobrevivência, que entre
outras coisas, que pode fazer com que a pessoa se alimente em demasia,
comendo muito mais do que necessita para sobreviver, é o conhecido defeito
da gula.
Esse instinto natural de
defesa que nós possuímos, que é necessário obviamente, pode no entanto nos
tornar demasiado agressivos partindo para a defesa pelo ataque, ou partindo
para a conquista do que almejamos pelo ataque ou pelo saque do que é do
próximo. Ensinamos que invejar as lindas maçãs da árvore do vizinho, não é
um desejo tão inofensivo, como poderíamos pensar, porque afinal trata-se
também de um pensamento “saque” do que é do próximo, é no que é nosso que
devemos desejar que floresça, e se ainda não tivermos a árvore , temos 1º
que a plantar, esperamos que tivessem entendido a grande diferença.
- Centro sexual: Pode levar ao abuso das energias sexuais, a energia
criadora do sexo é infinitamente a mais poderosa que possuímos, e que o ego
desperdiça muitas vezes de uma forma puramente carnal, e com instintos
muitas vezes amorais e perniciosos, com tentações e pensamentos mórbidos,
com conversas desonestas, etc, etc. O abuso das energias sexuais pode levar
rapidamente o Ser Humano á “permiscuidade”, e á luxúria. Este centro tem uma
natural carga de energia Criadora, a qual direcciona o Ser Humano a
ter um propósito mais vasto e mais elevado do que apenas o instinto de
reprodução da espécie, esse é o instinto animal, se direccionar-mos essa
energia apenas no âmbito sexual, devemos colocar-nos a seguinte questão:
- será que somos Humanos agindo como animais?
- ou somos animais agindo sob a forma Humana?
- será que a meta do 4º Reino da Natureza não deveria Ser um pouco mais elevada, para a raça em que estamos?, sendo que a raça Humana deverá ou deveria ser mais evoluída que o reino animal.
No final do dia após o cumprimento das suas obrigações mundanas, seria muito benéfico dedicar algum tempo ao relaxamento, ao silêncio, a ouvir uma música relaxante, se isso a (o) fizer sentir bem.
Ao Deitar projectar um rápido filme das acções que decorreram durante o dia, as que nos fazem sentir bem com a nossa consciência, motivamo-nos para agir dessa forma, as que nos fazem sentir mal, motivamo-nos para na próxima vez termos uma melhor atitude. Todos os dias nos acontecem coisas ou mesmo transtornos, que são propostas para melhorar e reajustar algo em nós. Devemos agradecer e abençoar tudo o que nos aconteceu sem exclusão.
Pode parecer um pouco estranho esta sugestão, mas pensamos que após a leitura de alguns excelentes livros que sugiro nesta página, possais entender a razão. Eu acredito que eu recuperei do meu acidente de forma tão surpreendente e inacreditável porque quando recuperei a consciência, agradeci e abençoei.
No começo conseguimos auto-observar-nos
muito pouco, porém com a prática esse tempo de auto-observação vai
gradualmente aumentando e passamos a conhecer-nos cada vez mais, jogando
mais luz em nosso interior, porque só pela avaliação do que conhecemos,
podemos mudar o que não precisamos mais em nós, e que se torna num
obstáculo ao nosso desenvolvimento.
Jesus ensinou o seguinte: “ Vigiai e orai”
O Centauro é a personificação do Ser Humano ( metade Homem, metade animal), se se deixa influenciar apenas pelos seus instintos, nada o distingue de um animal, se deixa orientar pelo seu Eu divino, que é o Verdadeiro Eu, o Eu Perene, a sua Alma, pode tornar-se no “propósito de Deus para a Humanidade”.
Citamos um importante ensinamento do Apostolo S. Paulo (Epistola aos Coríntios): “se há um corpo animal também há um corpo espiritual”.
Nesta lição vamos aprender a importância de fazermos o relaxamento
do corpo e da mente, e dos benefícios que isso trará e a sua importância
para a meditação.
Estudos no campo da psicologia revelaram que uma pessoa que pratica
regularmente alguma técnica de relaxamento tem uma possibilidade muito
grande de evitar doenças causadas pelo stress, de poder lidar melhor com a
ansiedade, de ter um melhor relacionamento interpessoal, etc. De facto
ressalvamos sempre o facto de que a Ciência Moderna é a melhor aliada da
Ciência Antiga, porque vem comprovar a importância dos seus ensinamentos,
nomeadamente na área da saúde.
Quando praticamos o relaxamento nosso objectivo é “esquecermos” de nosso
corpo, isto é, deixá-lo tão relaxado e sem tensões de tal forma que seria
como se ele não estivesse ali, como se naquele momento não tivéssemos corpo
físico.
Além dos benefícios para a saúde que já vimos, o relaxamento será a primeira
etapa das técnicas que aprenderemos para a meditação.
Por isso desde já comece a praticar a técnica de relaxamento que daremos a
seguir, para ir se acostumando.
Se possível pratique pelo menos uma vez ao dia no horário que achar mais
conveniente.
Quanto mais praticar melhor.
O procedimento que aprenderemos ajuda-nos a relaxar-mos um pouco, o que
pode ser muito útil até aprender-mos algum domínio para nos manter-mos em
silêncio e relaxados.
Para praticá-la usaremos nossa concentração e imaginação combinadas, da
forma como é descrito abaixo:
“Meditação da luz azul”.
1 - Primeiramente devemos colocar-nos em uma posição confortável o
suficiente para não precisarmos nos mexer mais, escolhendo um lugar
silencioso, tranquilo e bem arejado.
2 - Depois disso vamos começar a imaginar uma luz azul celeste preenchendo
nosso corpo, começar por visualizar um foco de luz brilhante entrando pelo
topo da cabeça, vai rodando em forma de espiral descendo até aos pelos
dedos dos pés, preenche todo o pé, vai subindo lentamente até o tornozelo,
até abaixo do umbigo ( Hara), continua a subir lentamente faz uma pausa no
estômago, no coração, na garganta, entre as sobrancelhas, voltando ao topo
da cabeça.
Veja-se rodeada por um tubo de luz azul, que liga o chão debaixo dos seus pés até ao céu muito acima da sua cabeça, não imagine apenas essa luz revestindo seu corpo, mas também a sua casa, a sua cidade o seu Pais, e todo o Planeta Terra.
Nas
lições anteriores já aprendemos sobre nossa constituição composta pelos Planos
energéticos ( Holograma, ou Septenário), sobre os nossos defeitos psicológicos,
e como estes actuam em nós.
Aprendemos também que podemos ver e sentir estes defeitos agindo através do
sentido da auto-observação, por forma a eliminarmos os elementos psicológicos
indesejáveis que são os responsáveis pela nossas tendências negativas,
limitações, inconsciência e sofrimentos.
Vamos
agora fazer uma rápida recordação de alguns pontos já estudados e que são
fundamentais para a compreensão deste tema, vejamos novamente o seguinte o
gráfico, que mostra nossa constituição interior:

Sabemos que a Essência, e que o Ego, estão presentes
O ego :
O ego é a soma de nossos muitos defeitos psicológicos os quais vivem em nosso
mundo interior, e que foram criados e continuam a ser alimentados
inconscientemente, por nós mesmos.
Esses defeitos se nutrem das nossas energias, cada um desses defeitos, é chamado
também de eu, ou os “eus “ menores ou ego.
Não há nada de divino ou superior no ego, ele é realmente a causa de nossos
sofrimentos, inconsciência, erros, ilusões, vícios, etc.
No antigo Egipto o ego era conhecido como os “demônios vermelhos de
Seth”, os quais Osíris deveria combater.
No Bagavad-Gita o ego é simbolizado como os “parentes”, com os quais
Arjuna deveria travar terríveis batalhas.
Na mitologia o ego é representado entre outros simbolismos, pela
Medusa, causadora de todo tipo de sofrimento aos homens e que é decapitada
pela espada de Perseu, nos trabalhos de Hércules corresponde ao 8º trabalho.
Também na Bíblia podemos reconhecer o ego nos chamados pecados
capitais : luxúria, ira, inveja, cobiça, gula, preguiça e orgulho.
Enquanto mantermos em nosso interior essa natureza inumana, seremos
criaturas limitadas, inconscientes, sofredoras e vítimas das circunstâncias.
A Essência
Nossa consciência é uma partícula divina, que podemos também chamá-la de
Essência.
Conforme escreveu Victor Hugo:
"Escuta tua consciência antes de agir, porque a consciência, é Deus presente no
homem”.
A Essência é o que de mais nobre temos no nosso interior, e é imortal.
Conforme vamos eliminando os detalhes do ego vamos fortalecendo a nossa
consciência, que é a porta da alma, já que cada * eu mantêm aprisionada
uma fracção de nossa Essência.
Considere cada eu como uma garrafa que mantêm um pouco de nossa consciência
aprisionada, quebrando a garrafa retorna a nós aquela parcela de consciência que
estava aprisionada.
Assim é como vamos realmente mudando interiormente, substituindo pouco a pouco,
nossos muitos defeitos psicológicos por nobres e belas virtudes.
Nota * eu : Aqui referimo-nos aos muitos eus, filhos da Personalidade, ou
seja, de acordo com a analogia com que utilizamos o Ego, são os filhos do Ego,
ou da personalidade. Também já esclarecemos a origem etimológica da palavra
Ego, e que por essa razão na Filosofia Oriental, fala-se do Ego Divino como
representando o Eu Superior, e do Ego inferior como representando o eu inferior.
Nós esclarecemos que quando falamos do Verdadeiro Eu, falamos do Perene Eu, Eu
Superior, ou da Essência, também podemos estar a referir-nos ao Espírito, ou á
Alma Divina, ou muito simplesmente á Alma. Entrar-mos em mais detalhes nesta
altura, poderia confundir o leitor, mas o importante é que tenha uma noção. No
entanto como os nossos Planos energéticos, são essencialmente subdivididos pelos
planos da Alma ( Tríade superior), e Planos da Personalidade ( quaternário
inferior) é absolutamente natural que em termos de Planos de Personalidade
tenhamos muitos eus. Em termos de Alma, também temos uma tríade, portanto alguns
autores falam de diferentes planos da Alma.
Lembramos que em síntese nós somos uma Trindade de : Corpo, Alma, Espírito, que somos Unos em essênsia, somos duais em natureza, e somos Trinos em manifestação, retenha esta ideia.
A Mãe Divina & o Pai Divino
Há também em nós uma partícula divina a qual chamamos de Pai ou Mãe Divina.
Nas antigas culturas a Mãe Divina, sempre foi conhecida e venerada, no entanto
tem ficado esquecida e só falamos do Pai Divino, a Santíssima Trindade Cristã,
não incluiu a Mãe directamente, mas ressalvou o facto de o filho (da Santíssima
Trindade) é filho de uma Mãe Virgem; então será que a Mãe Divina não está no
mesmo plano que o Pai Divino?, obviamente que sim.
A Casta Diana grega, a Isis egípcia, a Tonantzin asteca, a
Shakti hindu, a Stella Maris dos alquimistas medievais, a Maria
- Nossa Senhora dos cristãos, etc., são os outros nomes atribuídos à Mãe Divina
dentro dos simbolismos de cada cultura e época.
A “Mãe Virgem”, representa o principio Feminino Universal, , ou seja a manifestação do espírito ( Deus Pai), na matéria ( Deusa Mãe), todas as religiões falam desta antiquíssima tradição, representada pela Mãe de todos os Mestres de Sabedoria, nas tradições Pagãs era a Deusa Mãe, vejamos mais detalhadamente essa correspondência, nas diferentes religiões:
Maria a Mãe de Jesus
Maya a Mãe de Buda ( Sidarta Gautama),
Mahia Mãe de Hermes Tremegisto
Chokinah – na Cabala
A Deusa Mãe das Vedas: Aditi
A Deusa Mãe na Antiga Tradição Chinesa: Kwan-Yin
A Deusa Mãe do Antigo Egipto: Isis
A Deusa Mãe dos Celtas: Brida
A Deusa Mãe de tantas religiões antigas quer a Ocidente quer a Oriente, como: Shakti, Sati, Kali, Afrodite, Diana, Lilhi, Deusa negra etc.
Assim como nossa mãe física, zela por seu filho ou filha que é individual, e que
cada ser humano tem biologicamente a sua, a Mãe Divina é Universal, podemos
pedir seu auxílio, seu conforto, sua inspiração e sua protecção.
Sua missão principal em nós é ajudar-nos a eliminar os nossos defeitos, para
que possamos caminhar cada vez mais de mão dadas com nosso propósito!
Já
devemos ter entendido que se há uma centelha divina em nós: Mãe Divina e Pai
Divino, ambos estão em nós, ao nível da personalidade o Pai
representa o lado masculino, e a Mãe representa o lado feminino,
independente do nosso sexo, todos nós temos esses dois Pólos, é muito importante
que saibamos conciliar o feminino e o masculino em cada um de nós, percebendo
que eles são as duas faces da mesma moeda.
O trabalho da transformação psicológica é antiquíssimo e sempre foi ensinado à
humanidade pelos vários Mestres ou Avatares que vieram para instruí-la,
mostrando-lhe os meios para acabar com seus próprios sofrimentos e limitações.
Jesus Cristo (esse excelso Ser), Buda, Hermes Tirmegisto no Egipto,
Krishina entre outros.
Cada um ensinou a mesma doutrina, porém adaptada ao seu tempo, com seus próprios
termos e símbolos.
Infelizmente quando o Mestre parte, os homens, começam a distorcer a doutrina e
pouco a pouco a chave se perde, prevalecendo a letra morta.
Infelizmente para nós Ocidentais, a Bíblia foi a escritura que mais mutilações sofreu, equívocos e manipulações á parte que é coisa tão típica dos Homens, ninguém pode negar que a Doutrina Cristã foi usada como uma Ditadura religiosa, contribuindo para o desenvolvimento da cegueira colectiva, e não para o desenvolvimento espiritual colectivo, como era o seu inicial propósito.
No entanto como a cegueira é típico dos Homens, a Humanidade de forma geral sofre do mesmo mal.
O 1º
passo para a transformação é a auto-observação, prestando atenção em nossas
emoções, sentimentos, pensamentos, etc.
Quando percebermos a actuação de um defeito psicológico, podemos pedir
mentalmente á nossa Mãe Divina, para que nos ajude a eliminar esse defeito.
Na verdade estamos a apelar á ajuda do nosso Eu Divino, para resgatarmos a parcela de consciência que ele aprisiona, por analogia o que invocamos é que o nosso verdadeiro Eu, que podemos logo directamente invocar fazendo uma petição semelhante, a esta :
- Que o meu Verdadeiro Eu, tome os quadrantes de todos os meus Eus, eu Sou a minha Alma, e a minha Alma sou Eu.
Se um
mesmo tipo de defeito insiste em actuar consecutivamente , devemos persistir, e
estar sempre atentos,
isso pode ocorrer quando um defeito é muito forte, porque foi “alimentado”
através de muito tempo, lembramos que esta petição ajuda, tal como Jesus
prescreveu a Oração, mas o mais importante é a observação, ou seja a vigilância,
tal como ele ensinou.
Podemos fazer uma analogia entre o ego e uma árvore.
Uma árvore se desenvolve e se mantém viva e forte retirando do solo os
nutrientes necessários para sua sobrevivência, e para isso depende totalmente de
suas raízes, já que estas são a parte da árvore que efectivamente retira do solo
os nutrientes.
Agora consideremos o ego como uma árvore que depende totalmente dos pequenos
detalhes ou eus (que podemos comparar às raízes da árvore), já que são estes
que nos retiram a energia suficiente para se manterem em actividade.
Se cortarmos as raízes do ego, que são os defeitos psicológicos, irá
gradualmente perdendo sua força, se desnutrindo e morrendo, tal qual ocorreria
com uma árvore se cortássemos suas raízes.
O contrário também pode ocorrer, ou seja, se permitimos que os defeitos actuem
todo o tempo, o ego irá se tornando cada vez mais forte e desenvolvido, enquanto
a essência do nosso própria Ser, fica cada vez mais sepultada.
Nota “Morte”* Psicológica ou Transformação Psicológica: Também
neste caso, é uma expressão análoga, á morte do Ego, ou morte da Personalidade,
ora esta morte é puramente simbólica, significa que o Ego, ou a Personalidade
devem ficar ao serviço da Alma, para que ela se possa manifestar, ao invés de
ficar encarcerada.
Lição Nº 5: Conduta ou Comportamento Colectivo (voltar ao índice)
Nesta
lição veremos uma das facetas do ego que se não estamos atentos, nos pode induz
a ter comportamentos e atitudes que nos levam a cometer erros e até prejudicar
outras pessoas e a nós mesmos, chamamos a esse comportamento de “conduta
colectiva”.
“O ser humano comporta-se de forma diferente quando está em grupo, e pode fazer
coisas que nunca faria sozinho, a que se deve isso?
Deve-se às impressões negativas às quais abriu as portas, assim acaba fazendo o
que jamais faria sozinho, quando alguém abre as portas às impressões negativas,
não só altera a ordem do centro emocional, como ainda se torna negativo.
Quando alguém abre suas portas por exemplo, às emoções negativas de uma pessoa
que vem cheia de ira porque alguém lhe causou algum dano, termina aliando-se a
essa pessoa contra o causador desse dano e se encherá de ira também, sem ter
nada que ver com o assunto.
Se alguém nos trouxer emoções positivas de luz, de beleza, de harmonia, de
alegria, de perfeição, de amor abramos a elas as portas do nosso coração.
Porém, se alguém nos trouxer emoções negativas de ódio, de violência, de ciúmes,
de drogas, de álcool, de adultério, por que iremos lhe abrir as portas do nosso
coração?
Fechemo-las! Cerremos as portas às emoções negativas! Cerramos portas ás
trevas!
Como visto no trecho acima, o ser humano tem dentro de si a tendência a ter uma
conduta gregária ou colectiva, na sequência da qual pode adoptar atitudes
positivas ou negativas, isso se deve à nossa inconsciência e mecanicidade ( como
já tínhamos visto atrás), que nos faz aceitar certas coisas automaticamente, sem
analisá-las e sem reflectir sobre as suas consequências.
Pessoas de boa índole acabam cometendo graves erros em virtude de ter aceite,
ainda que inconscientemente, as sugestões e emoções negativas procedentes de
outra pessoa ou grupo de pessoas.
Vejamos
alguns exemplos comuns de conduta colectiva:
“Quando uma pessoa vem até nós e começa a falar mal sobre outra pessoa que nós
também conhecemos, como um colega de trabalho por exemplo, se não estamos
atentos começamos a falar mal também desta pessoa, ainda que até aquele momento
não tivéssemos nada contra ela. Estejamos portanto atentos á tagarelice que
nos levará de imediato á maledicência.
Os meios de comunicação, em especial a televisão, muito contribuem para motivar
essa conduta promovendo a distorção dos valores morais, a violência, o
adultério, a desonestidade, o crime, etc., devemos estar muito atentos a todo
tipo de emoção e sugestão que nos trazem.
Não aceite nada sem antes analisar se isso contribuirá com algo positivo, ético
e moral em sua vida!
Os Grandes Mestres ensinaram : “ Não aceitem cegamente o que eu digo, mas explorem por vós, as suas possíveis verdades” . Krishnamurti
Lição Nº 6: O nível do Ser (voltar ao índice)
“Qual é o objectivo real de nossa
existência? Para que estamos aqui?
Vivemos, no mundo, com que
objectivo? Sofremos o indizível para quê?
Lutamos para conseguir ganhar o pão, o agasalho e o abrigo e depois de
conquistar tudo isso, o que mais?
Em que ficam todos os nossos esforços?
Será que vivemos por viver ?
Há duas linhas principais que formam a nossa vida:
- a linha horizontal
- e a linha vertical
Estas linhas formam a cruz
dentro de nós mesmos, (aqui e agora), necessitamos objectivar um pouco estas
duas linhas :
A horizontal começa com o nascimento e termina com a morte; está todo o
processo do nascer, crescer, reproduzir-se, envelhecer e logo morrer, estão os
vãos prazeres da vida (os prazeres físicos), a luta pelo pão de cada dia, a
luta por não morrer, por existir sob a luz do sol, na horizontal estão todos
esses sofrimentos íntimos da vida, a linha horizontal representa a nossa
dualidade.
Mas, existe outra linha totalmente diferente; a linha vertical.
Nela encontramos os distintos
níveis do Ser; nela estão os poderes transcendentais e transcendentes do Intimo;
nesta vertical estão os poderes “ sagrados”, os poderes que divinizam, a
Revolução da Consciência, ela representa a encarnação do espírito na matéria, e
todos os potencias da Essência do nosso Ser.
Com as forças da vertical nós podemos influir decididamente sobre os aspectos
horizontais da vida prática; podemos mudar nosso próprio destino, fazer de
nossa vida algo diferente, algo distinto do que temos conhecido nesta “banal”
existência.
Este é em suma o simbolismo da cruz, no que refere á representação do
Ser Humano, que por analogia corresponde ao Simbolismo da Cruz Cósmica (o
sacrifício do Logos que se limita a si mesmo para vir á manifestação). Voltando
ao simbolismo da cruz referente ao Ser Humano, o centro da cruz onde se unem as
duas linhas somos nós, conseguir o seu equilíbrio é a meta de todo o individuo;
a horizontal, representa o tempo de duração de nossa existência contido entre o
nosso nascimento e a morte, nada há de certo ou permanente relacionado com a
linha horizontal, sendo que a única certeza que podemos ter, é que ela tem um
início e um fim.
A linha vertical oferece-nos infinitas possibilidades, pois é a linha
onde estão as virtudes, a sabedoria, os poderes e as faculdades do Ser,
o discernimento natural do que é próprio e impróprio, do bem e do mal, “o
plano da razão pura” como ensinava Platão (que não é uma razão só mental).
Podemos comparar a linha vertical a uma escada, na qual os degraus mais
elevados correspondem a níveis do Ser mais elevados e mais amorosos, que
corresponde ao plano do Amor - Luz Sabedoria, ao Plano da Alma Humana, e da Alma
Divina, os degraus mais baixos correspondem aos níveis do Ser mais inferiores.
Na vida as pessoas estão em variados níveis do Ser, e as pessoas com o mesmo
nível de desenvolvimento tendem a atrair-se por afinidade e a se relacionarem
entre si.
Por isso, uma pessoa abstémica não tem afinidades com um grupo de bêbados; ou
uma mulher honrada não se mistura a prostitutas, ou um homem honesto não tem
amigos criminosos.
Outro fato importante é que quando uma pessoa melhora seu nível do Ser,
consequentemente irá se relacionar com pessoas melhores, do que aquelas com
quem se relacionava anteriormente.
Isso se deve ao fato de que as nossas afinidades mudam conquanto nos
melhoramos a nós próprios, quando alguém começa a mudar seu nível do Ser,
irá perdendo as afinidades que tinha com o seu antigo círculo de
relacionamentos, e sentirá afinidades com outras pessoas, que estejam no mesmo
nível de desenvolvimento em que esta se encontra.
Ou seja, nós vamos sempre atrair
por ressonância Vibratória, pessoas e situações da mesma qualidade que
correspondente á nossa.
De fato, se queremos gerar novas condições em nossa existência, se queremos
provocar uma mudança em nossa vida, temos que necessariamente mudar nosso nível
do Ser, para não continuarmos a ser apenas vítimas das circunstâncias, e dos
acontecimentos que nos esperam na linha horizontal.
Sem mudar nosso nível do Ser, não podemos mudar definitivamente o curso de nossa existência, os fatos simplesmente nos parecem acontecer ocasionalmente aos nossos olhos. Quanto mais defeitos eliminarmos, mais profundas serão as mudanças que provocaremos na nossa existência, pois o exterior é apenas um reflexo do interior, e o contrário também é verdadeiro.
Clarificamos, o grande dilema filosófico: “Ser ou não Ser, eis a questão”.
Os grandes sábios da Antiguidade já ensinavam : “ O Ser é, e não pode deixar de (não) ser” Parménides.
“ O ser é um, o primeiro; e o segundo é o vir-a-ser” - Heraclito
Este axioma ensinado pelos Sábios Antigos a Ocidente e a Ocidente, é reconfirmado pela Filosofia Moderna, o Filósofo Stéphane Lupasco (1900-1988), confirma que existe um terceiro termo (o 3º incluído), : que é ao mesmo tempo A, e não-A”.
Desta forma a Filosofia moderna confirma o Perene Axioma do Devir e do Por-Vir: “ O Ser é um continum vir-a-ser”
Presentemente são tantas as ferramentas de auto-desenvolvimento que nos são ensinadas, ou melhor que sempre nos foram ensinadas : o poder do pensamento, o poder do sentimento, o poder da nossa energia Criadora, o poder do Silêncio, o poder do Amor, o poder do perdão, etc., etc., para que façamos o melhor uso possível das nossas vidas.
Talvez cada um deva perguntar a si mesmo, algumas questões:
Devemos mudar ou não nosso nível do Ser?
Qual a razão porque devo elevar meu nível de Ser?
Qual a minha natural aptidão?
Qual o meu propósito de vida?
Já Sócrates ensinava: ”Homem
conhece-te a ti mesmo”
Lembre-se que essas pequenas decisões são justamente as que fazem toda a
diferença, e as decisões são sempre nossas, a liberdade de opção, a
responsabilidade dos nossos actos são nossos, não dos outros, e muito menos de
Deus.
Habita em nós uma Alma animal ( terrena) e outra Alma Divina ( do céu), se nos orientamos apenas pela via da satisfação dos prazeres terrenos, pela via Egocêntrica, e exclusivista estamos vibrando apenas no plano Emocional ( plexo Solar), não conseguimos subir ao Plano do Coração que está ligado ao emocional e ao Mental superior, ( a porta para planos ainda mais subtis), á razão pura como ensinavam os Filósofos da Antiga Grécia, que corresponde á porta do plano Cristico ( plexo cardíaco), que é via do Coração. Por isso se diz que o Coração é o órgão Alquímico, porque só pelo coração conseguimos sintonizar-nos com a Alma Humana, ele é o grande centro de ligação, a harmonia e ligação dos opostos, (a resolução do conflito pela harmonia), que levará o Homem a situar-se como mediador entre o céu e a terra.
Jesus ensinou: (S. Mateus, 18-18) : “ Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no Céu, e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu”
Subir-mos na linha vertical, significa que para nos poder-mos conectar com a Alma Humana, temos que subir a escada degrau a degrau, temos que chegar até ao Plano do Coração, temos que acelerar a frequência vibratória dos nossos corpos inferiores. O caminho da Ascenção é este processo dinâmico, que pode ter ainda inúmeros nomes, tais como : Via, Caminho, expansão de corpo Luz; Transmutação…., a Ascenção é um ensinamento muito antigo, que envolve os seus mistérios internos, sempre foi ensinado pelos Mestres aos seus discípulos mais próximos.
O que devemos entender é que a meta do ser Humano, (que corresponde ao 4º Reino da natureza), é conectar-se com a sua Alma através do Coração ( órgão Alquímico), através da razão pura, ( Luz - Sabedoria ), mente superior ( Sintética, abstracta, intuitiva, a mente que une e que adiciona o que foi subtraído), ao plano Búdico ou Cristico ( Amor - sabedoria). Ambos os planos estão interrelacionados e interagem entre si, por essa razão os Mestres como Jesus, são representados com uma chama no coração, e com uma coroa de luz da cabeça.
Devemos ter presente, que não é possível dar saltos, ou seja, que não se passa directamente do plano Emocional, ( plano das emoções) que é o plano onde o comum dos mortais Humanos se polariza, ao plano Transpessoal da razão Pura ( mente superior), que está interligada com o plano do Amor (Budhico ou Cristico), que é a meta derradeira da Humanidade, e tão pouco se atinge metas últimas, sem primeiro atingirmos as iniciais.
Repetimos que é pela vigilância e auto-observação que conseguiremos a elevação dos nossos corpos, esta é a dinâmica da construção do Antakarana.
Lembramos que a razão pura não é uma expressão apenas do intelecto, é uma expressão da razão ao Amor, do intelecto á intuição, é uma virtude da Alma, tal como ensinava Platão, até mesmo Descartes no Discurso do Método diz o seguinte “ e decidi-me a não procurar outra Ciência, senão a que pudesse encontrar em mim próprio, ou no grande livro do Mundo”
E porque é o Coração é um órgão Alquímico?
Porque tem a capacidade de transformar a nossa natureza bruta em natureza Humana, e tem a capacidade de subtilizar cada vez essa natureza, não é por acaso que o fio Sutratama, está no coração.
Lembramos que a natureza Humana não é o apogeu da perfeição, mas poderá ser, ou melhor poderemos-vir-a-ser .
S. João 2: “ Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser; mas sabemos que quando ele se manifestar seremos semelhantes a ele”.
Lembramos que no “inicio do despertar” a nossa Alma, ainda não é a Alma Divina, nem ainda é a Alma “ Humana”, mas por outro lado, nós nunca deixamos de Ser essa Alma, que é a essência do nosso Ser, que representa a parte superior da linha vertical, ou o ternário superior. O que nos aconteceu foi que ao longo da nossa existência á medida que desenvolvemos a personalidade, ficamos cada vez mais desconectados com ela ou com a centelha divina, a nossa tarefa é voltar-mos a fazer essa re-ligação, que é uma dinâmica ascendente =“ Ascenção”.
Quando encarnamos nesta vida, a nossa mónada ou Alma, divide-se em Alma e personalidade, este percurso natural chama-se descenção ( do espírito na matéria), á medida que crescemos vamos cada vez mais distanciar-nos da essência do nosso ser, infelizmente a maior parte dos indivíduos continuam ao longo da vida este processo de descenção, sem despertarem. Esta dinâmica sempre foi a proposta do ensinamento Universal das religiões, a palavra religião significa Religar, religar o Homem ao Sagrado que em si habita.
Os Gnósticos sempre ensinaram que : “ O ser Humano é um estrangeiro num mundo hostil ( que é ele próprio), a Alma Humana enquanto centelha divina, foi apanhada na armadilha do mundo material e viu-se encarcerada no corpo e escravizada ás paixões, em consequência esqueceu a sua origem divina”.
Ensinava Filon de Alexandria: “que havia 2 caminhos, trilhando o sensorial o qual serve o intelecto, o homem limita-se á própria personalidade, subtraindo-se ao Cosmos; pelo outro caminho o homem se torna consciente da força Universal que em si habita”
Recapitulando em síntese, nós somos: Corpo, Alma e Espírito, o corpo é o veiculo da Alma, e a Alma é o veículo do Espírito.
Lição Nº 7: O terrível defeito da ira (voltar ao índice)
O objectivo desta lição é colocar ênfase um tipo de defeito muito comum, para o qual devemos estar atentos:
“A ira aniquila a capacidade de pensar e de resolver os problemas que a
originam, a ira é uma emoção negativa.
Os diversos processos da ira conduzem o ser humano a grandes fracassos sociais,
e psicológicos, e a saúde também é afectada pela ira.
A ira também se costuma combinar com a presunção e até com a auto-suficiência.
A bondade é uma força muito mais “esmagadora” que a ira, porque é
pacificadora.
A bondade e a compreensão resultam de melhor forma, porque vencem a ira
neutralizando-a, tal como ensinaram:
Lao Tzé: “ Se o mal não encontra aliados, logo desfaz-se”
Sr. Buda: “ O mal que cresce no Homem, é como uma trepadeira malava, que nele se emaranha”
A frustração, o medo, a dúvida e a culpa originam processos da ira,
quem aprender a se libertar destas emoções negativas aprenderá a comandar e a
construir a sua vida, criativamente e pacificamente.
Aceitar paixões negativas é algo
que vai contra o auto-respeito próprio, as paixões avassaladoras quase sempre
acabam nas valetas da Ira, próximas do ódio, portanto estejamos atentos ás
paixões que atraímos para nossas vidas.
A ira pertence aos loucos, aos cegos, aos ignorantes, ela não serve porque leva
à violência, e esta sempre produz mais violência, nada nos trará de bom, e nos
minará como uma metástese cancerígena.
Esteja
especialmente atento a estes defeitos, pois eles se manifestam muitas vezes e de
várias formas, e seus efeitos são extremamente negativos em todos os níveis do
nosso Ser e da nossa vida.
Nada adianta ficarmos nervosos, irados, com ódio, etc., e nada justifica
querermos levar tais emoções ou impulsos adiante, temos que aprender a
capacidade de os dissolver, e á posterior a capacidade de não os desenvolver ou
emitir.
O ideal seria encarar com serenidade qualquer fato ou evento da nossa vida,
mesmo que este seja desagradável ou desastrosa.
Conforme vamos eliminando o defeito da ira vai surgindo em nós, na mesma
proporção a virtude da serenidade. Conforme vamos eliminando o defeito do
ódio, irá surgindo em nós a virtude do amor, conforme vamos eliminado o defeito
da perturbação, vai surgindo em nós a virtude da serenidade.
O defeito da ira alimenta-se de muitos detalhes, e manifesta-se em várias
situações comuns :
- Discussões em casa ou no trabalho.
- Contendas com o parceiro e com o próximo
- Acidentes de qualquer natureza, como quebrar um objecto estimado num aceso de
raiva.
- Fatos que geram frustração, como quando se está esperando por algo que não
acontece.
O defeito da ira pode, perturbar bastante a vida de uma pessoa, e também a
vida de todos ao seu redor, não permita de forma alguma que esse defeito
influencie a sua vida.
Lição Nº 8: O despertar da consciência (voltar ao índice)
Nesta lição falaremos sobre o despertar da consciência, o qual juntamente com os temas do auto-conhecimento e da mudança interior, vêm a ser um dos tópicos principais do curso.
Vamos estudar inicialmente os seguintes textos:
“Toda a humanidade vive em um sono profundo. Todo o ser humano pode chegar às
grandes vivências do espírito, contudo, tem que iniciar por despertar a
consciência.
É impossível estar despertos nos Mundos Superiores se aqui neste mundo físico
(material, inferior), estamos dormindo, quem quiser despertar a consciência
nos mundos internos, deve despertar aqui e agora, neste mundo denso, ou seja nos
planos ligados ao corpo físico.
Quem desperta a consciência aqui e agora, desperta-a em todos os planos
energéticos ( vibraçionais ), que nos envolvem.
Primeiramente para que possamos despertar é necessário saber que estamos
dormindo, normalmente as pessoas estão absolutamente convencidas de que são
muito inteligentes, de que sabem tudo, de que nunca se enganam, talvez até
convencidas de que são perfeitas. Quando finalmente o homem compreende que está
dormindo, inicia naturalmente o processo de auto-despertar.
Mas numa época em que tanto se fala de consciência, o que significa afinal esse termo?
Todos sabemos que ter consciência, é não estar ou não agir inconscientemente, o que nos leva novamente a formular a mesma pergunta.
Etimologicamente a palavra consciência significa: Com – Ciência, ou seja, agir conscientemente é agir com Ciência, com Sabedoria, com ética com moral, por essa razão os Sábios sempre nos ensinaram que a nossa consciência era a nossa bitola.
Agir de forma inconsciente é agir sem Ciência, ou seja, sem ética e sem moral, ser inconsciente é ser inumano.
A fonte da consciência é a alma, citamos o seguinte texto de Sócrates : “ Quando a Alma reflexiona de modo próprio, intui o que é puro e sempre igual a si próprio, e ficará nessa convivência por causa de sua afinidade”
A questão que devemos agora colocar, é como é que podemos nos tornar cada vez mais conscientes?
Na maior parte das vezes o que fazemos ao longo da nossa vida á medida que crescemos é tornarmo-nos cada vez mais inconscientes ( vêr lição nº 6 – O nível do Ser), na verdade a percepção que nós temos da realidade, do que vimos, e do que sentimos depende do quoficiente da nossa própria consciência, e como consequência a realidade que nós julgamos discernir é muita relativa.
Quem quiser despertar a consciência aqui e agora, deve começar por denunciar
três factores que impendem o seu desenvolvimento, ou que nos impedem de
despertar - identificação, fascinação e sonho:
Julgamos que percebemos claramente o mundo exterior que apreendemos pelos sentidos, e identificamo-nos com uma ou outra coisa, com um ou outro bem, com uma ou outra pessoa, com um ou outro valor. A identificação é uma reacção instintiva do Ser humano, a que no Oriente se denomina por Apego, o Homem é levado a apegar-se ás coisas e ás pessoas por identificação, e este apego só lhe irá trazer sofrimento, a Filosofia que melhor aborda este assunto, é o Budismo, neste sentido o Budismo é uma Religião, uma Filosofia, e uma Ciência, tendo sido o Sr. Gautama um Excelso Terapeuta, que resumiu a sua Doutrina em 4 Nobres Verdades:
- 1ª : O dilema da humanidade é o sofrimento
- 2ª : A origem, ou causa do sofrimento é o apego (devido á impermanência dos fenómenos)
- 3ª: O sofrimento é cessado, quando se anular ou cessar a sua causa
- 4ª : Para anular a causa, há que seguir uma Doutrina do Caminho do meio, “ o caminho óctuplo” : a Acção correcta, a intenção correcta, a palavra correcta, o viver correcto, o esforço correcto, o pensamento correcto, a concentração correcta, o sentimento correcto.
Devemos estar atentos ás
ilusórias Identificações, que produzem o apego, a fascinação e
sonho.
Por exemplo vamos andando por uma rua, e de repente encontramo-nos no meio de
uma manifestação, se não estamos em estado de alerta podemos identificar-nos
com o desfile, mesclar-se com as multidões, e deixarmo-nos fascinar e a
seguir vêm os gritos, o lançar pedras, e fazem-se coisas que em outras
circunstâncias não se faria.
É preciso saber discernir a natureza de todas as coisas com as quais nos identificamos, quer no nosso interior, quer no exterior, muitas vezes essa identificação pode ser o cúmulo da estupidez, da qual resulta uma grande cegueira.
Fascinação
É impossível que alguém possa
despertar a consciência se deixar-se fascinar, as pessoas estão fascinadas por
todas as coisas da vida, o alcoólico está fascinado pelo álcool.
A mulher vaidosa está fascinada ante o espelho pelo encanto de si mesma, o rico
avarento está fascinado pelo dinheiro e pelas propriedades, o pai de família
está fascinado por seus filhos.
Todos os seres humanos estão fascinados e dormem profundamente.
Um dos problemas principais da nossa Sociedade, é o fascínio do consumismo,
estamos fascinados com uma panóplia de variadíssimos objectos, e cremos que
ficamos mais felizes ao comprar-mos um novo “ objecto”, com mais funções do que
o que já tínhamos. Esta é a grande tentação do nosso séc., a que ninguém parece
aperceber-se.
Este fascínio vai levar a muitas ilusões, a muitas desagregações e a muitas perdas, anotamos uma grande perda: quantas mais funções têm um objecto com o qual lidamos, menos esforço mental e criativo nós fazemos. É preciso que saibamos discernir, qual a utilidade de “algo” com mais funções na nossa vida. A lei do menor esforço é sempre uma limitação no desenvolvimento da consciência, da ciência, da razão pura, da inteligência, da Intuição, e mesmo da agilidade física do Homem.
Da Lei do menor esforço, resulta o embrutecimento gradual do Homem, que é antagónica á Lei da Economia Universal : “ na Natureza nada se perde, tudo se transforma” Lavoisier
A Fascinação sempre leva ao sonho : e um sonho embora seja muito agradável, e nos proporcione felicidade, é sempre uma ilusão, porque é finito, temporário, algum dia em algum lugar resulta em desilusão. E essa quimera que se desmorona, é paga a um enorme preço, o preço da desilusão, o preço de uma tremenda dor psicológica, que nada mais é do que um tremendo equivoco inventado por nós.
Normalmente este equivoco, que quase sempre é repetido, leva-nos a um novo equivoco, que é a decisão de fechar-mos o Coração para não sofrer-mos de novo.
Diremos que é o equivoco de ir-mos de extremo a extremo, de desilusão em ilusão, iludimo-nos então pela ideia de que não queremos mais Amar para não sofrer, que é mais outro grande equivoco, ou outra grande ilusão, que se transforma num alienado isolamento e numa pesada solidão.
Quando o homem adopta esta atitude como opção de desamor para com o próximo, não poderá ir longe, porque adopta uma atitude antagónica á ordem natural do Universo, Universo = versus* Uno, ou seja, face ao Uno, ou face á Unidade.
versus*: Palavra de origem latina que significa face a, daqui se generalizou o sinónimo contra, que é o mais citado nos Dicionários de Latim.
É possível amar sem nos iludir-mos, uma ilusão começa quando criamos espectactivas sobre algo ou alguém, é esperar-mos dali um retorno, um comportamento, é termos a esperança de que esse algo ou pessoa nos trará a felicidade almejada, um sentimento de felicidade eterna, de fusão com a Alma gémea etc etc. Analisamos agora as impossibilidades que esperamos das coisas, dos outros, das relações, uma panóplia de fantasias, de sonhos, de fascinações, de apegos, de identificações, uma panóplia de ilusões criadas pela personalidade, que não sabe mais onde procurar ou encontrar esse apelo á Unidade, á Fusão, que em vão tem procurado no seu exterior.
Esse apelo é um apelo da Alma, só nela pode ser encontrada, porque a Alma ama naturalmente a vida, ama naturalmente todos os seres, é o sentimento natural de solidariedade para com o próximo, é uma tendência natural que apela ao bom senso, que apela ao amor não indiviso, porque a Alma é a vida que em nós habita, a alma é isso que “em nós sente”, e que nos une!
O Drama Existensial do ser Humano transforma-se em dinâmica, quando se entende que a vida não é um elaborado raciocínio, mas sim uma religação de fragmentos de nós próprios, e a religação não pode ser operada pela subtracção, mas sim pela reunião, pelo Amor e respeito a nós próprios, e pelo respeito para com todas as formas de vida, este é um ensinamento que merece muita reflexão.
Então, aí:
- começamos a iludir-nos cada vez menos e a viver-mos cada vez mais,
- compreendemos que o desperdício da vida, está no Amor que não sentimos, no amor que não demos, na força e virtude interior que não usámos, na prudência egoísta que nos leva a não querermos arriscar para não sofrer, e que nos leva a não viver…
Citamos um ensinamento de Omraam, muito importante sobre o Amor:
«Mestre,
disse-nos que se deve ter abertura para com os outros, mas nós quisemos seguir
os seus conselhos e ficámos desiludidos, fomos enganados, lesados.» É claro que
o culpado sou sempre eu. Mas será que eu vos disse que se deve ser cego? Não
disse, pois não? Então, se virdes alguém ser injusto, desonesto, mau, não
fecheis os olhos, dizendo que, como é preciso confiar, não há que ver os seus
defeitos. Pelo contrário, deveis ter os olhos bem abertos, não criar ilusões,
mas, ao mesmo tempo, com a vossa atitude, procurar neutralizar as manifestações
negativas nessa pessoa e mesmo despertar as manifestações da sua natureza
divina. A verdadeira confiança está baseada na vigilância e não na cegueira."
Já vimos em lições anteriores que nossa constituição psicológica de um modo
geral é:
- 3% de Essência livre.
- 97% de Essência adormecida aprisionada nos defeitos psicológicos.
Isto significa que é provável que ainda estejamos dormindo, temos que começar a
despertar, Mas podemos indagar:
Como posso estar adormecido se agora estou lendo este texto, se posso operar o
computador, fazer os afazeres domésticos, etc?
Primeiramente precisamos entender as grandes diferenças entre consciência
desperta e adormecida.
A primeira grande diferença é de que uma pessoa desperta é suposto perceber
todos seus processos internos, e permanece em auto-observação continuamente,
vigilante á denúncia dos defeitos psicológicos. Ela desperta em todos os planos
do corpo tornando-se cada vez mais receptiva ás regiões mais elevadas do seu
verdadeiro Eu.
Quanto mais adormecida estiver a consciência, mais passíveis estamos de cometer
erros, quanto mais adormecida esteja a humanidade em geral, mais veremos actos
de violência, guerras, barbáries, fanatismos, etc. Se os seres humanos tivessem
pelo menos um pouco de consciência desperta, as guerras seriam totalmente
impossíveis.
Na verdade só a prática pode realmente nos mostrar e fazer entender essas
diferenças.
Também é importante ter em conta que a natureza não dá saltos, o processo do
despertar da consciência é lento e gradual, e requer esforço contínuo para
isso.
Apraz-nos citar as palavras de Annie Besant ( os Upanishades):
“ A obra de todas as religiões, e a obra de cada um de nós, é purificar os nossos veículos, de maneira a afugentar as nuvens ( poeira), para que o brilho do Eu-Sol, possa brilhar em nossos Corações, não é ele que muda, mas o Eu –Interior que se purifica”.
Para que não haja mais dúvidas, citamos uma frase da Lei : “ está escrito, que o Homem é feito de pensamento” Upanaishades – Chândoya.
Essa máxima é reconfirmada em todas as escrituras, é um dos oitavos passos, da 4 º Nobre Verdade da Doutrina do Sr. Buda. O pensamento correcto, é a forma de quebrar-mos os grilhões que são tecidos por pensamentos errados :
Se pensar-mos em nós como mente ficamos presos na mente, se pensar-mos em nós como inferior, permaneceremos como inferior, se pensar-mos em nós como Eu, tornamo-nos o Eu, que nunca deixamos de Ser..
Esse Eu***não é visto com os olhos, nem com os sentidos, mas sim com o Coração, quando o intelecto é purificado.
Citando Descartes ( Discurso do Método) : “ os nossos sentidos não nos podem dar a certeza de qualquer coisa, se o nosso entendimento não intervir”
Citando novamente Annie Besant : “ comecem por fazer as pequenas coisas, façam as maiores mais tarde, para que serve ficar falando do Caminho Superior, (ou dos Planos superiores), quando os 1ºs passos no inferior ainda não foram dados… e se vocês pensam erradamente, agirão erradamente, então pensem da maneira mais nobre, mais elevada, porque a conduta segue o pensamento”.
* Transformação Psicológica ou Morte do Ego: Muito se usa o termo de : morte psicológica = morte da personalidade = morte do Ego; são analogias semelhantes, mas o que de facto significa aqui a morte?; esta morte é simbólica, porque significa que o Ego e a personalidade ficam ao serviço da Alma e não o contrário, neste sentido significa a morte dos nossos eus inferiores : as fraquezas, as paixões, a cobiça, a raiva, a violência, o medo, é neste sentido que Jesus nos ensinou “ se não morrerdes não viverás”
Eu***: Estamos a falar do Eu Perene, que também pode ser considerado como Eu Superior, agora o que não podemos esquecer é que esse Eu também é um tríade, ou seja, tem três planos.
Lição Nº 9: A concentração – como desenvolvê-la - 2º passo da Meditação (voltar ao índice)
Nesta lição aprenderemos sobre a
importância da concentração, como desenvolvê-la, e como isso nos ajudará
principalmente em nossa vida quotidiana.
Ter capacidade de concentração é fundamental para colher bons resultados nas
práticas que estamos aprendendo.
Mas afinal, o que é exactamente concentração?
Concentração é a capacidade de ter em mente apenas um único pensamento, é ter a
atenção voltada para um único ponto.
Estamos concentrados quando temos em mente apenas um único objectivo, ou uma
única imagem mental, o objectivo final da meditação é conseguir esvaziar a
mente, o que leva muitos anos ou vidas, o caminho inicial é desenvolver-mos
a capacidade de concentração, começando a serená-la, a tranquilizá-la, como
preparação para conseguir-mos atingir tal meta. Se por exemplo, estamos tentando
imaginar algo e em nossa mente está passando uma sucessão de pensamentos, vozes
e imagens, estamos longe de conseguirmos concentra-nos.
Precisamos de nos disciplinar para isto, ou seja, adoptar certos hábitos em
nosso dia a dia que contribuam para esse treino, ter o hábito de nos
concentramos também nos ajudará no desempenho das nossas tarefas práticas de
vida.
Disciplina
1 - Primeiramente devemos aprender a fazer apenas uma coisa de cada vez, para
que enquanto fazemos uma actividade possamos ter toda a nossa atenção voltada
para ela, isso não significa que não seja possível para algumas pessoas
estarem concentrados em mais do que uma coisa em simultâneo. Mas se não
soubermos nos concentrar numa coisa especificamente, como poderemos ter a
capacidade de nos concentra-mos em duas?
O mais comum, é que se faça uma
determinada actividade e se esteja pensando na próxima que se precisará fazer
depois, dedique o tempo que for necessário para concluir uma determinada
actividade que esteja fazendo e, somente após concluí-la, passe para uma próxima
actividade, e assim sucessivamente até terminar o seu dia.
2 - Faça seus movimentos com concentração, estamos muito acostumados a fazer as
actividades de forma mecânica, isto é, fazendo determinados movimentos sem
prestar atenção ao que estamos fazendo, e pensando em outras coisas que não têm
relação alguma com o que estamos fazendo.
Situações muitos comuns onde isto ocorre é quando estamos tomando banho,
escovando os dentes, dirigindo o carro, etc.
3 - Pratique regularmente os passos da concentração, pois além dos benefícios
que já vimos, vai gradativamente aquietando a mente e diminuindo sua agitação, o
que equivale aos 1ºs passos da meditação.
Quando começamos a concentrar -nos em algo, nossa mente tentará desviar-se para
outros pensamentos, já que nunca foi submetida a uma disciplina, quando isto
ocorrer devemos trazer nossa atenção imediatamente para onde estávamos, tantas
vezes quanto necessário, só conseguiremos resultados com prática e
continuidade.
Todos nós sabemos que o objectivo da meditação é esvaziar a mente , tal não é possível sem conseguir-mos primeiro relaxar, concentrar-nos, serenar-nos, esta prática pode levar anos ou vidas, o principio é sempre um bom começo. Á medida que vamos praticando a meditação, á medida que começamos a ter menos pensamentos por minuto, estamos no caminho, ninguém consegue começar a Meditar pela Meditação em si, por isso devemos começamos por aprender a visualização, a auto-observação, e a auto-concentração.
Segundo o budismo zen e outras escolas marcadamente Mahayanistas (
determinada linha da filosofia Budista), mais eficaz do que lutar contra
qualquer dos "problemas" específicos que seus pensamentos possam apresentar, é
descobrir que tudo o que experimentamos é subjectivo e portanto não é bem da
forma como estamos experimentando.
Experimentar a dissolução da mente concreta, é ultrapassar os estreitos
limites da personalidade, é perceber a futilidade e a impermanência.
Lição Nº 10: Os sofismas de distracção. (voltar ao índice)
Nesta lição aprenderemos que
muitas vezes temos um comportamento equivocado e que acreditamos (ou queremos
acreditar) estarmos agindo de forma correcta.
A esse tipo de auto-engano damos o nome de sofismas, que devido á nossa
inconsciência, acabam por nos prejudicar ou mesmo impedir nosso trabalho de
despertar da consciência gradual, assim como também podem fazer com que
prejudiquemos outras pessoas ao nosso redor.
O texto abaixo, nos explica muito bem o que são os sofismas de distracção:
“Sofismas são os falsos raciocínios que induzem ao erro e que são gerados pelo
Ego nos 49 níveis do subconsciente ou inconsciente.
O subconsciente é o sepulcro do passado sobre o qual arde a fátua chama do
pensamento, e onde são gerados os sofismas de distracção, da identificação,
do fascínio e da ilusão.
Se quisermos dissolver os eus, para que o Eu possa imergir, teremos que
destapar o sepulcro do inconsciente e do subconsciente e exumar toda a
podridão.
Muitas são as pessoas que lutam
na vida para serem ricas.
Trabalham, economizam e se esmeram em tudo, se a mola que as faz mover, for a
força de vontade, elas se esmeram, mas se a mola secreta de todas as suas
acções é a ambição desmedida, a cobiça, que muitas vezes desconhecem, e que
permanece escondida no sepulcro do inconsciente, estarão eternamente
insatisfeitos…
Só nas dimensões da tranquilidade do nosso Ser, conseguiremos extrair do sepulcro do subconsciente toda a podridão secreta que carregamos.
Lembramos, que um passo
importantíssimo, é abandonar a tagarelice, é fazer um pouco mais de silêncio, é
reflectir antes de abrir-mos a boca.
Ser espiritual é exactamente trabalhar para trazer o espírito á terra, ou seja
para que ele se possa manifestar nos nossos actos do dia a dia, entre os nossos
semelhantes.
Quando nos entusiasmamos pensando que ser espiritual é evadir-nos para o Céu, esse é um Sofisma falacioso, porque a nossa tarefa é trazer-mos o Céu á terra, o que é uma coisa bem diferente, se a tarefa fosse evadir-nos para o Céu não precisaríamos de estar aqui, esse sofismo é uma forma de alienação banalizada.
Quando nos entusiasmamos pensando na ligação imediata com o Supremo Deus ou Mestre, não há como conseguir tal coisa se 1º não nos ligar-mos com o nosso Mestre interior, que é a nossa Alma, o Cristo em nós, nossa centelha divina que se acende, esta é a Simbologia do Baptismo do Fogo “ Espírito santo”.
Tales, ensinava o seguinte: “ o Homem que se conhece (ou que se procura) a si próprio, pode conhecer o Universo e sentir a Deus”
Ensinou Jesus ( S. João, 12-3): “ Andai enquanto tendes Luz, para que as trevas vos não apanhem, pois quem anda nas trevas não sabe para onde vai”.
Os sofismas de distracção são
gerados pelos nossos defeitos psicológicos, pelo ego, com a finalidade de manter
nossa consciência adormecida, e assim continuar vivo e forte, alimentando-se de
nossos erros.
Realmente o ego sabe que quando uma pessoa começa a autoconhecer-se, a tomar
consciência de que é uma marionete nas mãos dos defeitos psicológicos, ele é
ferido mortalmente e é o principio do fim de seu reinado, por isso fará todo o
esforço possível para o tentar iludir, usará tudo o que estiver a seu alcance
para desviá-la do caminho do despertar da consciência, e assim mantê-lo (a)
fascinado (a) e ocupado (a) com as coisas passageiras da existência quotidiana,
ou de caminhos fáceis, que o desviarão do verdadeiro Caminho” !.
Citamos os 2 seguintes ensinamentos de Omraam ref. a este assunto:
"A partir do momento em que
sentistes a necessidade de abandonar uma vida vulgar, prosaica, para abraçar a
vida espiritual, continuai a avançar. É claro que passareis por altos e baixos,
pois a velha natureza em vós irá defender-se e saberá fazê-lo com toda a espécie
de argumentos para vos impelir a voltar para trás. Contudo - acreditai no que
vos digo! -, não deveis ceder perante ela, mas reforçar-vos para poder
dominá-la. Por isso,
deveis aproveitar todos os momentos favoráveis à meditação, à oração, à
contemplação, para fazer este trabalho de fortalecimento interior. Deveis
sentir-vos cada vez mais fortes,
mais determinados, a fim de poderdes apertar cada vez melhor o pescoço à vossa
natureza inferior e dizer-lhe: «Como vês, sou eu de novo o vencedor.» E na
próxima vez travareis uma outra batalha. pois a luta nunca terminará, haverá
sempre combates,
mas, se vós fordes constantes, se estiverdes vigilantes, vencereis sempre."
"A Natureza é palco de lutas perpétuas entre o princípio de vida e o princípio de morte. Quando a vida procura expandir-se, forças contrárias erguem-se para a combater e ela tem sempre de se defender. Também no homem estes dois princípios estão sempre a confrontar-se, mas, se ele não estiver vigilante, se ele não se puser conscientemente do lado das forças da vida, pouco a pouco a paralisia instala-se no seu organismo psíquico e no seu organismo físico, e ele é invadido por elementos nocivos. A lama não pode colar-se a uma roda que gira rapidamente, é projectada para longe. A vós cabe agora compreender que tendes interesse em estar atentos, em não vos deixar ir atrás da moleza, da preguiça. São necessários exercícios para tudo: para o corpo, para a vontade, para o coração, para o intelecto, para a alma, para o espírito. Nesse momento, entrais num estado de vibração que elimina todas as impurezas e podereis continuar a caminhar durante muito tempo."
Lição Nº 11: Considerações
Finais
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Amigos Evolutivos:
Esperamos que este curso os possa ajudar a compreender algo mais ……sobre si, e
sobre o Mundo que o rodeia.
Sabemos que lhes propusemos uma tarefa árdua, e que não lhes assegurámos a conquista do Céu, de facto o nosso propósito é sensibilizar cada um vós (nós) a ajudar a trazer o Plano do Céu à Terra, começando em nós mesmos.
Porque só um Ser de paz, pode ajudar a construir um Mundo de Paz!
Sabemos que a grande maioria das
pessoas só quer mudar se for de uma forma cómoda, que não lhes custe nenhum
trabalho, e certamente não é essa a proposta deste curso, até porque não é
possível conseguir uma verdadeira mudança se não for com muita disciplina e
trabalho interior.
O caminho mais fácil, é o que conduz ao retorno ao mesmo ponto e infelizmente,
o resultado é viver uma existência ilusória e sem sentido, que cabe a cada um
de nós, a opção de um dia denunciar .
Raras são as pessoas que se atreverão a ir pelo caminho mais difícil, a nadar
contra a corrente das suas próprias marés, para atingir o objectivo da mudança
interior, do despertar para a auto-realização íntima do Ser, que são as
inestimáveis recompensas de todo este trabalho.
Mas e agora? Como dar continuidade a estes estudos?
Evidentemente que o material deste curso é apenas básico, mas pode ser
importante para seguir um passo adiante, levamos também em linha de conta as
bibliografias que sugerimos neste site. Terminadas as lições, o primeiro
objectivo de qualquer pessoa que realmente queira avançar mais um passo, deve
ser o de tentar praticar alguma coisa do que aprendeu, do que sinta que é
correcto, ou verdadeiro e não se acomode apenas em acumular teorias lendo textos
e livros.
A PRAXIS (prática, em si mesmo), era o Método de ensino dos Filósofos Gregos da antiga Grécia, muito embora a leitura seja um dos passos mais importantes que podemos dar inicialmente, que é uma boa ajuda para começar-mos a ceifar a nossa ignorância, no entanto só damos um passo adiante se passarmos á vivência do que na nossa Alma ressoou como verdadeiro.
Iremos provavelmente equivocarmo-nos muitas vezes; “ Errar humano é” por isso, devemos denunciar o nosso equívoco, o mais rapidamente que dele tivermos consciência. A vida é um Caminho Infinito e podemos compará-la a uma rede de Comboios: apanhamos um comboio para nos levar a algum lugar, no caminho reparamos que nos enganámos, descemos na próxima estação e apanhamos outro que nos levará a um lugar mais apropriado, e assim sucessivamente.
Tal como diz o Poeta “ contradigo a mim mesmo, porque eu sou vasto”.
Não se esqueça que a via da auto-descoberta e de desenvolvimento pessoal, não é uma revolução mental, ou intelectual, é a via de Vivência interior, que nos levará aos caminhos do coração, e que se manifestará por uma outra atitude perante a vida, O QUAL NOS PERMITIRÁ RESGATAR A NOSSA VERDADEIRA* ESSÊNCIA!
* ( verdadeira no sentido da mais sublime, já referimos que também temos uma natureza bruta, mas porque é bruta não é essência)
Achamos apropriado citar um ensinamento de Omraam: “As pessoas instruídas, cultas, servem-se dos seus conhecimentos para falar, escrever, ensinar, e é normal; mas raramente utilizam esses conhecimentos para se construírem a si mesmas. E isso é uma grave lacuna, pois, apesar de todos os seus conhecimentos, elas são fracas, indecisas. Ler, e estudar, é necessário mas há que começar por familiarizar-se com as suas ideias: dado que ainda não se pode sentir e viver essas grandes verdades. O material de leitura ou estudo….., não é para os guardarem num canto da sua cabeça, mas para começarem a construir algo neles mesmos. É deste modo que cada um de vós deverá utilizar a instrução e a cultura que adquiriu."
É possível que nos próximos tempos terá muito para ler ou estudar, o que o deverá colocar numa posição de reflexão, naturalmente esta semente levá-lo-á a outras bibliografias por si próprio, e a descobrir, criar e seleccionar fortes interesses Culturais ou Filosóficos, o que constitui um dos principais objectivos, ao oferecer-mos este curso. Pensamos que não há Cultura sem Filosofia de vida, e para que não haja mal entendidos, não conseguimos deixar de observar que todas as Doutrinas, estão mescladas por Religião, Filosofia, Ciência, Tradição, Arte, Poesia, etc., até os Aborígenes a titulo de exemplo têm uma riquíssima Filosofia, parece que quem a não tem, somos nós, o Homem Moderno.
Não podemos deixar de sorrir acerca de nós próprios, quando achamos que ignorantes são esses Povos com Doutrinas cheias de Mitos, este é um tema que nos deverá levar a uma profunda reflexão.
O que é um Mito?
O mito de ser feliz, o mito da alma gémea, o mito da ambição, o mito do sucesso, o mito da posse, o mito da felicidade, nós Homens Modernos, que nos achamos o Povo mais inteligente ao cimo da terra agora, e também agimos repletos de Mitos. Não sabemos se melhor faz uma Doutrina de Mitos, ou os Mitos sem Doutrina, o que sabemos é que melhor será denunciar-mos a todos eles, sem nos agarrar-mos a nenhum.
Nós Homens inteligentes, que ainda continuamos a olhar para o Universo, como uma formiga olha para um Camelo, ousando julgar que somos o centro do Universo. Abençoada Ciência Moderna que está-se a transformar numa Cosmociênçia, a qual tem fundamentado a Ciência Antiga e retirado o Homem duma posição Cosmocêntrica, ou seja, duma posição egocêntrica face ao seu próprio umbigo, face ao Mundo, face aos outros. Só assim poderemos observar um carreiro de formigas, ou uma teia de aranha com outros olhos, e estar-mos abertos a denunciar o que não sabemos, e a ampliar-mos continuamente o nosso ângulo de visão.
Filosofar é um óptimo exercício para o conseguir, Filosofar é : equacionar, é por em causa, é deduzir, é intuir, é racionalizar, é sentir, é eliminar, é duvidar, é adicionar, é subtrair, é comprovar, é relacionar as partes com o todo, é comparar, é a dialéctica da lógica que aponta uma direcção um sentido, é o gosto pela sabedoria, sem nunca nos fechar-mos á descoberta de novas verdades.
Etimologicamente Filosofia deriva da : Philosophia ( em grego ou latim), que significa o gosto pela Sophia, ou o Amor pela Sabedoria, é o caminho da (Sophia) da sabedoria do Logos, no qual temos o nosso Ser. É portanto o Caminho da Sabedoria, a qual permite uma transformação profunda do Ser, a titulo de exemplo Lao Tzé, ensinava que o caminho era o TAO, Buda ensinou que o caminho era a Luz ou o Nirvana, Jesus ensinou que o caminho era o Amor, Jesus disse : “ Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.
Todos falavam do Caminho que leva o Homem ao “retorno” da sua Alma, que num plano mais elevado, é Uno com todas as Almas, é o caminho do Homem nos confins de si próprio”.
Um Homem sem Filosofia, é um Homem pobre de espírito, pois tal como nos ensinou Jesus, nem só de pão vive o Homem, e nada como recitar Pessoa, para acordar-mos nossas memórias:
“Por que é que me acordaste para a sensação, e a nova alma,
Se eu não saberei sentir, se a minha alma é de sempre a minha?
Prouvera ao Deus ignoto que eu ficasse sempre aquele
Poeta decadente, estupidamente pretensioso,
Que poderia ao menos vir a agradar,
E não surgisse em mim a pavorosa ciência de ver.
Para que me tornaste eu? Deixasses-me ser humano!
Feliz o homem marçano, que tem a sua tarefa quotidiana normal, tão leve ainda que pesada”.
Nós fizemos nosso trabalho inicial, o convite está feito, e a decisão é sua, mas tenha certeza de que nunca estará só nesta caminhada, e o caminho faz-se caminhando lentamente!
Em momentos de crise, pode pedir ajuda á Mãe Divina ( que já anotámos atrás), ao seu Anjo da Guarda, não desaconselhamos tal coisa, mas informamos que existe o Anjo da Guarda contrário, portanto esteja atento ao pedido que vai efectuar. Pode sempre chamar os Anjos citados na Bíblia : Miguel, Gabriel, Rafael, Uriel, mas se chama um Anjo com uma intenção perniciosa, ou desejos egoístas, o Anjo que vai atrair é o da natureza dos seus pedidos.
Reiteramos o facto, de que a manipulação dos outros, é magia Negra, se chama um ser “do invisível” para esse fim, o elemental que vai atrair é o da natureza da sua intenção, mesmo que lhe chame Deus, Virgem Maria, Cristo, o que for.
Em vez de pedir especificamente algo (não vá Deus satisfazer a vontade dos Homens, para seu próprio castigo), o mais sensato é agradecer, mas saiba que na sua caminhada muitos "olhos celestes" estão zelando e mesmo torcendo por si.
Muita Luz em seu caminho!
Despedindo-nos com saudade e com um fraternal abraço.
CantinhodeLuz
Lição Nº 12: Lições de vida (Downloads de outros autores) (voltar ao índice)
- Ecologia
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