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Centro Holístico de Desenvolvimento Pessoal
Astrologia
- Um pouco de História:
A Astrologia é muito mais antiga do que as datas convencionalmente aceites, que
defendem que o vestígio mais antigo de observação Astrológica date de há 15.000
A.C. na Mesopotâmia.
Os primeiros astrólogos aparecem em 4.000 AC com o desenvolvimento das
civilizações Mesopotâmicas e Egípcias no Médio Oriente. Começam nesta altura a
desenvolver-se os métodos de observação e cálculo astronómico; paralelamente,
desenvolvem-se também algumas das bases fundamentais da Astrologia,
nomeadamente, o conceito de Zodíaco, as características planetárias e a
atribuição das regências. Os astrólogos desta época são conhecido por "caldeus",
por grande parte deste conhecimento desenvolveu-se na Caldeia. .
Por volta de 700 AC a expansão das rotas de comércio e do contacto entre os
povos leva a que muito do conhecimento filosófico, religioso e místico seja
difundido. O interesse dos gregos pela Astrologia começa a crescer.
A civilização grega vai dar um grande impulso ao desenvolvimento da Astrologia,
figuras importantes, como Pitágoras e Platão , vão trazer do Médio Oriente todo
um manancial de conhecimento que será apurado ao longo de séculos. Surgem nesta
altura as teorias geométricas e as grandes bases filosóficas que sustentam a
Astrologia moderna. Grandes pensadores gregos, como Anaximandro, Platão,
Anaximenes e Aristóteles vão desenvolver a Astronomia e a Astrologia com a
criação de modelos físicos e metafísicos do Universo.
Com os gregos, a Astrologia torna-se um estudo organizado e adquire um estatuto
escolástico.
Nos primeiros séculos da Era Cristã surgem uma série de pensadores e de
astrólogos, escrevem-se muitos tratados e manuais, destes estudiosos destaca-se
Claudius Ptolomeu que na sua obra "Tetrabiblos" reune grande parte do
conhecimento astrológico da época este livro vai tornar-se mais tarde uma das
grandes bases da Astrologia Árabe e Europeia. Com o crescimento do Cristianismo
e queda do Império Romano (410 DC) surge duma forte corrente de anti-paganismo e
a Astrologia torna-se pouco tolerada. Só determinadas abordagens são
oficialmente toleradas embora a Astrologia continue a ser praticada na
clandestinidade com a constante hostilidade por parte da crescente religião
cristã, a Astrologia refugia-se no mundo árabe.
A partir de 632 DC os Árabes vão tornar-se uma das grandes potências do mundo
ocupando todo o Médio Oriente, Norte de África e Europa. Os Árabes vão reunir
todo o conhecimento grego, sumério, babilónico e persa, entre outros. Eles vão
preservar o conhecimento antigo e desenvolver a Arquitectura, Medicina,
Astrologia/Astronomia, Filosofia, etc.. Muitas obras árabes e gregas vão ser
traduzidas, e muito do conhecimento perdido é recuperado, os astrólogos
conquistam um papel importante na sociedade, actuando como conselheiros junto
dos reis e nobres, no entanto, os atritos com a Igreja continuam, atingindo o
seu auge com o surgimento da Inquisição em 1536.
O declínio da Astrologia começa a fazer-se sentir com a Inquisição e, mais
tarde, com o Iluminismo, o desenvolvimento da Razão e a chamada "abordagem
cientifica". A separação final entre a Astrologia e a Astronomia dá-se em 1650.
Ao deixar de ser ensinada na Universidade de Salamanca, em 1770, a Astrologia
separa-se definitivamente do meio académico.
As tentativas de ajustar o conhecimento simbólico e metafísico da Astrologia à
visão mecanicista do racionalismo científico, causa uma excessiva simplificação
e, por consequência, uma perda de qualidade da Astrologia.
Na segunda metade do sec. XIX, muitos conceitos e ramos de conhecimento
esotérico começam a ser estudados e recuperados, dentre estes a Astrologia. Com
o aumento da sua popularidade, surgem os primeiros almanaques, que divulgam uma
astrologia demasiado simplificada e "popular", aparecem os primeiros "horóscopos
de revista", transformando a Astrologia uma Arte Comercial de Provisão, a
Astrologia não é tal coisa.
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